sábado, 20 de dezembro de 2014

Destinos mochileiros: Foz do Iguaçu

               
        
       O Brasil possui uma cidade ímpar que deve ser visitada por todos os viajantes.  Trata-se de Foz do Iguaçu, cidade que reúne uma natureza exuberante, vida noturna, passeios interessantes, espiritualidade e, se você não resiste, compras.
       Ponto de sacoleiros no passado, creio que seu potencial turístico ainda não é totalmente explorado por brasileiros, mas recebe muitos turistas estrangeiros.
       Lugar imperdível em Foz é o Parque Nacional do Iguaçu, onde se encontram as famosas cataratas. Esse fenômeno natural é algo do tipo que precisa “ver para crer”, ou seja, nenhuma imagem ou descrição faz jus ao espetáculo “ao vivo”. Sua grandiosidade é tanta que, mesmo os maiores egos, podem, lá, ter a maravilhosa sensação da insignificância.
       A área das Cataratas é dividida entre o parque nacional brasileiro e o parque nacional argentino. Minha dica é: visite os dois! Não acredite na conversa de que “é tudo a mesma coisa”, não é.  Em cada parque, o viajante tem ângulos de visão diferentes, estruturas diferentes e atrações, a parte das cataratas, totalmente diferentes.  E, vale muito fazer o passeio de aproximação em flex boat (barcos infláveis). Belíssima visão!
       A parte das cataratas, outro passeio interessante é conhecer a Usina Hidrelétrica de Itaipu. Claro que não é algo bonito, no entanto, é extremamente interessante conhecer como foi construída e, principalmente, como funciona uma usina daquela magnitude. Itaipu conta com centro de visitantes muito bem equipado, com várias opções de passeios, além de museu.


       O que muita gente não sabe é que em Foz fica um dos maiores e mais bonitos templos budistas do Brasil. Um lugar que, para mim, é de visita obrigatória para todo viajante que aportar nessa cidade.  Um lugar simplesmente perfeito, cheio de paz e espiritualidade.
       

       
      Bem, e de quebra para terminar, para aqueles que não resistem a umas comprinhas, atravesse a ponte da amizade e vá até o Paraguai. Mas, atenção, informe-se a respeito das regras para compras no exterior e tome muito cuidado com mercadorias falsificadas ou de qualidade duvidosa.



E não é só isso, Foz tem muitas opções de hospedagem, do hostel ao resort, noite agitada e boa gastronomia. Vale a pena descobrir. Para saber mais, visite o site oficial de turismo da cidade.
Fica dica! Boas viagens!


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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Dica de leitura / filme: Pé na estrada

        
        

       
        Pé na estrada (On the Road) é um dos livros mais conhecidos do escritor Jack Kerouac, no qual conta uma série de viagens pelos EEUU que fez com um amigo, experimentando tanto a liberdade de viver quanto a de escrever, pois conta os episódios tais quais ocorreram.
        Depois de sua publicação, em 1957, esse livro influenciaria toda a geração hippie e continua fazendo muito sucesso entre as pessoas de espírito livre e amantes da liberdade. Fez do autor um grande expoente da chamada geração beatnik, ou seja, uma grande influência para a juventude dos anos 60, que colocava a mochila nas costas e botava o pé na estrada.
     Na década de 90, o diretor e produtor Francis Ford Coppola ensaiou um projeto para um filme, que acabou se concretizando em 2012, levado às telas pelo diretor brasileiro Walter Salles. Mais de meio século depois do lançamento do livro, os leitores puderam conhecer a versão para o cinema do grito libertário de Jack Kerouac.


       O Mochiloteapia recomenda ambos, o livro e o filme. Confira o trailer!


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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

2 dias em São Paulo para quem ama turismo cultural


São Paulo é um ícone, uma daquelas cidades em que uma vida não seria suficiente para se visitar tudo o que é oferecido ao viajante.
Neste ano, no entanto, me vi com dois dias livres e toda a cidade a minha frente.  O que fazer? Antes de estressar, organizei um roteirinho para melhor aproveitar as míseras horinhas de folga na metrópole.
Cheguei de manhãzinha, deixei as malas no hotel e fui para o centro, lá visitei a Catedralda Sé, o Patteo do Collegio e fui caminhando até o bairro da Liberdade. Caminhar pelo bairro oriental é algo maravilhoso, a cada passo encontra-se lojinhas e mercados inusitados, boas opções de comprar e a melhor comida oriental que se pode ter no Brasil.
Após o almoço e café tomado, a tarde foi dedicado ao MASP – Museu de arte de São Paulo, um dos maiores da América Latina. Lá podem ser vistas obras de artistas renomados como Picasso, Rodin, Renoir, etc.
Caminhar por um museu cansa também e, depois dessa atividade, fui fazer um happy hour antes de dormir, ninguém é de ferro!
No dia seguinte, encerrei a conta, deixei minha mochila no hotel e saí, meu voo só seria à noite.  Pela manhã fui visitar o Mosteiro de São Bento, dei uma olhadinha no comércio popular da rua 25 de março e segui direto ao Mercado Municipal de São Paulo – o “mercadão”, lá comprei temperos, conservas, frutas desidratadas, queijos e almocei o melhor pastel de bacalhau do mundo, sem exagero!
A tarde, apesar da preguiça, ainda deu para visitar a Pinacoteca do Estado e o Museu daLíngua Portuguesa, convenientemente instalados, um a frente do outro, nas proximidades da Estação da Luz, prédio que vale também uma olhadinha.
É claro que 2 dias são ínfimos perto da infinidade de coisas para ver e fazer em São Paulo. No entanto, creio que aproveitei bem essas 48 horas, corridas e maravilhosas.
Creio que todos devem ir a São Paulo, pelo menos uma vez, é uma cidade grande, frenética, às vezes, assustadora. Pretendo voltar para dar outra explorada assim que puder. Recomendo demais!
Além disso tudo, vale ressaltar que, em São Paulo, a grande maioria dos atrativos pode ser visitada usando o transporte público. Nesse meu passeio “relâmpago”, usei ônibus para ir ao aeroporto e, exclusivamente, o metrô para explorar a cidade. Fica a dica!


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Visitar ou revisitar? Eis a questão!



Revisitar lugares conhecidos ou sempre procurar destinos novos? Eis a questão!
Quando entrei na adolescência, a ideia de pegar uma mochila e ganhar o mundo começou a me fascinar. No entanto, só pude colocá-la em prática pela primeira vez aos 20 anos. Nessa época, tinha em mente visitar cada lugar apenas uma vez, pois “o mundo era muito grande para ficar repetindo os destinos”.
Com o tempo, minha mente começou a mudar. Não que a vontade de conhecer lugares novos ficou mais fraca, mas começou a brotar em mim uma espécie de nostalgia dos lugares que me pareceram incríveis, nos quais vivi momentos mágicos. Um desejo de rever alguns lugares que só me trouxeram boas lembranças.
20 anos se passaram e, hoje, posso dizer que, no meu “currículo” há de tudo um pouco: lugares que fui uma só vez, que voltei outra vez, que não tenho vontade de voltar, lugares que ainda sonho em conhecer e aqueles nos quais voltei (e volto) muitas vezes. A respeito desses últimos, costumo dizer que são mais fortes do que eu.
Creio que esse dilema se passa na cabeça de muitos viajantes. O conselho que dou é:  tente administrar isso. Sempre que possível, combine em seus roteiros lugares novos e já vistos. Tenha em mente que viajar é sempre bom, independente se o destino é inédito ou não. Os destinos mudam e sempre há uma surpresa em cada viagem.



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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Sim, tenho medo de avião!


Quem me conhece pessoalmente ou segue minha página sabe que minha grande paixão é viajar, conhecer lugares e culturas diferentes.  O que muitos não sabem é que sofro de aerodromofobia, o famoso medo de avião.
Antes de viajar, tenho pesadelos, falsas premonições, não como nem durmo direito. Evito falar no assunto e fico nervosa e ansiosa.
Mais que isso, já entrei chorando em avião várias vezes e, sempre que está chovendo, tento inventar mil desculpas para adiar a viagem ou simplesmente não viajar.
O outro lado dessa história é que isso não me impediu de conhecer cerca de 30 países, fazer vários mochilões pela Europa e América Latina, além de cruzar um cem número de vezes o Brasil.
Uma dica: se você tem medo, logo que entrar no avião, informe a tripulação disso. Eles sempre me dão apoio e me acalmam. Devo muito a esses profissionais, creio que, sem esse apoio, não voaria e perderia as melhores experiências da minha vida. Como a foto abaixo, tirada num voo sobre os Alpes.


Outra dica é: seja racional! Procure as estatísticas e veja quão raras são as emergências. Pense que é quase como acertar na loteria, então comece a jogar para custear seus sonhos.

Para mim, cada voo é uma vitória e pretendo contar muitas no futuro. Afinal, é o que diz o ditado: “vá, e se der medo, vá com medo mesmo!” Boas, e muitas, viagens!!!

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Brasília: nossa linda capital!


“Dizia ele - estou indo pra Brasília. Nesse país lugar melhor não há.” Muita gente já cantou essa e outras letras de Renato Russo que se referem a nossa capital. Porém, não é grande a porcentagem dos brasileiros que tiveram a oportunidade de visitá-la.
Se quando o assunto é turismo no Brasil, o que vem em mente é o enorme litoral, as paisagens do sul ou a floresta, realmente Brasília está longe disso. No entanto, essa é uma cidade bonita, muito organizada e de grande potencial turístico, repleta de espaços abertos e de verde.
Dispensa comentários a arquitetura moderna, fruto da estética de Oscar Niemeyer e do projeto urbanístico de Lúcio Costa.  Mas a nossa capital vale também ser visitada por diversos outros fatores.
Além dos monumentos famosos como a Catedral, a Praça dos Três Poderes, a Esplanada dos Ministérios, Congresso Nacional, Palácios do Planalto, da Alvorada e do Itamaraty, o cenário cultural brasiliense é muito diversificado com museus e centros culturais, nos quais podem ser visitadas exposições permanentes e temporárias. Destacam-se o Museu de Valores de Banco Central, o Memorial JK e o Museu da República, além dos centros culturais do Banco do Brasil e da Caixa, com teatro, cinema e exposições.


O que muita gente não sabe é que Brasília também é um grande polo gastronômico do Brasil, com a confluência das culinárias daqui e do mundo afora. Lá, o viajante pode experimentar iguarias em ambientes que vão desde os restaurantes mais finos até as simpáticas barraquinhas da feira da Torre de TV. Além de muitos bares que enchem de gente todas as noites.
E se ainda assim você sem cansar do ambiente urbano, por sua localização, Brasília pode servir de base para se visitar as cidades históricas de Goiás, o parque nacional da Chapada dos Veadeiros e um sem número de cachoeiras , tudo isso em um ambiente cercado pela natureza exuberante do cerrado e do Planalto Central.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Crônica: a difícil hora do adeus, à mochila


Quando um mochileiro fica muito tempo sem viajar, vai dando a aquela vontade de estrada, aquela coceira nas costas que sentem falta de uma mochila, como se fosse um membro amputado do corpo.
Daí, o jeito é não olhar muito para a nossa companheira, guardá-la no fundo do armário para não ficar deprimido ou cometer a loucura de jogar tudo para o alto e pegar a estrada.
A mochila parece que fala, que fica nossa amiga mais fiel, pois vai onde a gente quer, não reclama e ainda leva todas as nossa coisas, essenciais ou não.
A mochila roxa da foto foi comprada em 1999 para o meu primeiro mochilão à Europa.
Depois disso, esteve comigo na Patagônia, foi a mais Argentina 3 vezes, ao Chile, mais 5 vezes à Europa e cruzou um sem número de vezes esse Brasil de norte a sul, leste a oeste.
No entanto, 14 anos depois, ela literalmente pediu arrego, entrou com o processo de aposentadoria. De fato, já estava velhinha, cheia de furos, com as costuras frouxas... E eis que, em 2013, volto da Itália com uma bagagem estranha, quase ilícita, uma mochila novinha em folha.
Mais leve, moderna, mais anatômica, muuuito mais fácil de carregar e de acomodar as coisas. Porém, meu coração ainda está vazio. A “novinha”, até agora,não me conquistou, talvez porque ainda não embarquei com ela para uma grande aventura.
Bem, acho que estou precisando mesmo é de viajar por meses, ser nômade, sem destino. Acho que aí estarei aberta para novas amizades e poderei contar a história da minha vida à mais nova amiga mochila.
Mas, a minha velha, essa não sairá nunca do meu pensamento. É amor eterno! Mochila velha é que faz viagem boa?

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Destinos mochileiros: Eslovênia


   
 
    A Eslovênia é um país situado na Europa central que, no passado, antes da queda do socialismo, fez parte da antiga Iugoslávia. É limitado a norte pela Áustria, a leste pela Hungria, a leste e a sul pela Croácia e a oeste pela Itália e pelo mar AdriáticoÉ parte da União Europeia desde 2004 e adotou o Euro como moeda. Brasileiros seguem o mesmo estatuto dos demais países da UE para visitação: passaporte válido por 6 meses e seguro saúde padrão da União Europeia (não precisa visto).
     A capital Liubliana é uma cidade com 270.000 habitantes (também é a cidade mais populosa do país), pequena em consideração às capitais vizinhas, porém muito limpa organizada e, principalmente, bonita. O que chama a atenção é que ela é fruto das construções que remontam ao auge da monarquia Habsburgo (séc XVI). Possui casario elegante que hoje abriga pequenos bistrôs, galerias de arte, lojas interessantes, igrejas com ótima arte e sacra, cafés e bares. É um excelente exemplo de uma cidade delicada e charmosa.

    Além disso, nos arredores da capital, é possível que o visitante conheça ruínas dos impérios romano e bizantino, sem muito deslocamento e com toda a infraestrutura. Existem também charmosos castelos medievais, como o de Bled e vilas históricas intocadas com a de Radovjica, além de uma paisagem natural belíssima. Tudo isso á um curto deslocamento da capital, que pode ser feito por vários ônibus diários, que percorrem excelentes estradas com paisagens deslumbrantes.

    Devido a sua localização privilegiada pode-se ir até Liubliana desde as capitais dos países vizinhos que ficam bem perto. Pode-se ir de trem, ônibus e avião.  Liubliana fica a 243 km de Veneza, a 142 km de Zagreb, a 382 km de Viena e a 461 km de Budapeste. Quando fui, parti da cidade Italiana de Trieste numa viagem de ônibus, com paisagens muito bonitas, que durou pouco mais de 2 horas, muito fácil!
     Em Liubliana existem vários tipos de hospedagem além de hostels muito bons e baratos, lá fiquei em um hostel que considero um dos melhores que já experimentei.

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cortona: sob o sol da Toscana


     Quantas vezes vamos ao cinema e ficamos imaginando como seria caminhar pelas locações onde são gravadas as cenas dos filmes?
     Então, seguindo essa linha de visitar lugares do cinema (e de cinema!), indico a muito charmosa cidade de Cortona, na Toscana (Itália).
     Lá foi gravada a maioria das cenas do filme “Sob o sol da Toscana”, baseado no livro de mesmo nome que conta a história de uma escritora que deixa sua vida nos EEUU para recomeça-la nessa pequena cidade.
     Nem precisa dizer que a cidade é um verdadeiro charme e um lugar belíssimo para se visitar, independente do filme.
     Cortona fica na província de Arezzo, Toscana, em uma localização estratégica. Dá para ser visitada em um “day trip” a partir de Florença (120 km), mas também pode ser ponto de partida para conhecer cidades próximas como Arezzo e Siena. 
     Também fica próxima à região da Úmbria com cidades italianas sensacionais como Perúgia, da qual também é possível um day trip (50 km)  e Assis (74 km).



     Acredito que essa é uma parada obrigatória em qualquer roteiro pela Toscana, pois a cidade possui um centro histórico belíssimo e é uma das vilas medievais mais bem preservadas que já visitei.
     Quando estive lá, fiquei hospedada em um hostel, ligado a rede Hostelling International, que funciona em um antigo convento do século XIII. Além de ser super conveniente, pois está no coração da cidade antiga, também foi uma experiência inesquecível, dormi com uma das mais belas vistas da cidade em um edifício construído inteiramente de pedra. 


     Ah, e foi em Cortona que tomei um dos melhores sorvetes da Itália.
     Se você está planejando ir a Itália, meu conselho é: pense com muito carinho a respeito de Cortona.
     E quem ainda não viu veja o trailer do filme, para ter um gostinho!



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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Destinos: Fernando de Noronha


Um dos maiores paraísos tropicais do Brasil é o arquipélago de Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco.  É formado por 21 ilhas, sendo somente a maior (ilha de Fernando de Noronha) habitada. As outras fazem parte do Parque Nacional Marinho e só podem ser visitadas com licença oficial do Ibama. Recebeu o título da Unesco de Patrimônio Mundial Natural.
É longe, tem as praias consideradas mais bonitas do país e chega a ser mítico, pois faz parte dos sonhos e dos planos de muitos viajantes.
É também a Meca para os que gostam de mergulho, surfe e observação da vida selvagem preservada. No entanto, é considerado um destino caro e é cheio de regras que precisam ser respeitadas em sua visitação.
Estive lá há alguns anos e aí vão algumas informações importantes.
Primeiro, Noronha é tudo isso o que dizem e mais um pouco. Foram as praias mais lindas que pude vislumbrar (e olha que eu conheço praia que não acaba mais!).
Para chegar lá, há voos partindo de Recife. A hospedagem é feita em pousadas que vão de simples a sofisticadas, mas os preços costumam ser mais caros que em outros destinos nacionais. Existem também várias opções de alimentação.
Na ilha, agências receptivas fazem roteiros e passeios que incluem trilhas, passeios de barco para observar a vida selvagem, flutuação e mergulho de vários níveis para todos os tipos de mergulhadores.
O trabalho de preservação lá é realmente levado muito a sério, incluindo algumas praias que são interditadas parte do ano para desova de tartarugas e coisas do tipo.  Por isso, todo visitante tem que pagar a chamada “taxa de preservação” que varia de acordo com o tempo de permanência. Veja aqui os valores!

No entanto cuidado, existem muitas informações vagas e que podem ser até enganosas, o site oficial de Noronha, vinculado ao governo de Pernambuco é a melhor fonte de consulta, com informações em português e em inglês.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Mochilando sozinho



Uma das dúvidas mais comuns, principalmente nos mochileiros iniciantes, é se a pessoa deve mochilar só ou acompanhado.
Claro que juntar alguns amigos de verdade ou estar ao lado da pessoa amada em um mochilão é tudo de bom, mas o conselho que dou é: não perca uma oportunidade de viajar por não ter companhia. E ainda completo, fazer um mochilão só é uma experiência que todos devem ter ao menos uma vez na vida.
Quando se mochila só, você não fica realmente só todos os momentos, pois encontra outros viajantes pelo caminho e troca informações e experiências. 
Outra dica que dou é, sempre que possível, escolher os hostels como meio de hospedagem. Eles são preparados para receber viajantes solitários e tem toda uma estrutura e atmosfera para a convivência e para fazer amigos.
Já viajei só e acompanhada, mas tenho que admitir que, quando viajo só, faço mais amigos, sinto-me mais livre e aproveito mais, pois sozinho o viajante tem total controle do tempo, do roteiro e do orçamento.
No entanto, para mochilar só, é preciso ter alguns cuidados. 
Primeiro com a segurança, fique de olho em seus pertences, informe-se sobre os índices e criminalidade e violência dos seus destinos e não se arrisque em locais que lhe pareçam suspeitos ou inseguros.
Outro cuidado importante é com a saúde. Você não quer ficar doente sozinho e longe de casa, quer? Por isso, faça sempre um seguro saúde, leve contigo seus medicamentos de uso frequente e cuide bem da alimentação. É muito comum mochileiros terem intoxicação alimentar ou crise alérgica por comerem alimentos não muito bem manipulados ou exóticos demais. Na dúvida, opto por cozinhar minhas refeições.
Para as mulheres, vale os mesmos cuidados, mas se você acha que um ambiente unicamente feminino lhe dá mais segurança, saiba que estão começando a aparecer hostels somente femininos ou com estrutura própria para hospedar mulheres viajantes. Confira alguns aqui!
No entanto, não fique presa a isso, já me hospedei em hostels com dormitórios mistos e, até agora, foi sem nenhum problema.
No mais, nunca perca uma oportunidade de viajar. É a melhor coisa que já inventaram.


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sábado, 18 de outubro de 2014

O primeiro mochilão a gente nunca esquece


Se você ouviu falar dessa galera deliciosamente louca que põe a mochila nas costas e sai pelo mundo, se você acha que isso é coisa impossível, se você quer mochilar mas não sabe se vai se adaptar ao estilo de vida, esse post é para você!
Nem todo mundo nasceu mochileiro, é verdade, mas como saber? Como quebrar o medo da primeira vez?
Vivo recebendo comentários dizendo que sou “corajosa”, “louca” e coisas do tipo, mas, na verdade, um bom planejamento faz da “aventura” algo muito mais prazeroso e sem riscos desnecessários.
Para os marinheiros de primeira viagem, aconselho a não se arriscar muito, ir com calma e depois dar passos mais largos e ousados. Planeje seu primeiro mochilão com uma viagem curta a um lugar que não seja tão "exótico" para você. Fixe em um roteiro simples para começar.
Deixe sempre uma saída, caso você descubra, no meio da viagem, que esse estilo de vida não é a sua cara. Afinal, ninguém nasce sabendo, não é?
Quando digo “saída” refiro-me a uma reserva de grana para procurar um hotel melhorzinho (caso não se acostume com os hostels), a possibilidade de mudar seu destino ou, numa emergência, “abortar a operação” e voltar para casa.
Mochilar pela primeira vez na companhia de quem já é experiente também é muito bom. Além de transmitir segurança, um mochileiro experiente tem muito que ensinar para quem está começando.
Outra dica importante é se informar o máximo sobre seu destino, e não só a respeito das atrações e da diversão. Deve-se informar sobre os recursos na área de saúde (ninguém está livre de ficar doente durante uma viagem), dos meios de transporte e das distâncias das cidades maiores, caso seu destino seja uma cidade pequena sem muitos recursos.
Ah, e antes de tudo, cheque direitinho a documentação, vacinas e todas as ações que devem ser tomadas para visitar seu destino escolhido.
No mais, é criar coragem e ir! Vale a máxima, “vá, se der medo, vá com medo mesmo”! 
O primeiro mochilão a gente nunca esquece e ele, geralmente, abre as portas para muitos outros.
Se você quer mais dicas, além da nossa página, consulte essas aqui (e procure, na internet tem muita coisa legal):




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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Quando algo nos faz voltar a um lugar especial: Verona!



Nessa semana estou preparando um seminário para o curso de “História da arte com ênfase no teatro”, na UFPE.
Minha grande sorte é que o meu tema é Willian Shakespeare e a peça Romeu e Julieta.
Ano passado, tive a oportunidade de visitar a cidade de Verona, cenário da peça e, hoje, umas das cidades históricas mais bem preservadas da Itália, além de importante ponto turístico.
Agora, relendo a peça (li pela primeira vez aos 17 anos quando somente sonhava em ser mochileira) parece que estou voltando a andar pelas ruas de Verona, contemplar a casa de Julieta, a de Romeu, além das igrejas históricas e todas as ruas preservadas desde o século XV. É algo incrível, desperta lembranças que nos atingem em cheio, todos os nossos sentidos.
 A cidade foi declarada patrimônio da humanidade pela Unesco por causa da sua estrutura urbana e arquitetura: Verona é um maravilhoso exemplo de cidade que se desenvolveu progressivamente e sem interrupções durante dois mil anos, integrando elementos artísticos de altíssima qualidade dos diversos períodos que se seguiram.
Ficou curioso? Interessado em visitar essa linda cidade? Olhe as dicas...
Verona fica na região do Vêneto, a 115 km de outro grande atrativo turístico italiano Veneza, a 80 km de Vicenza (outra cidade que vale muito a pena conhecer e que ainda não está tão lotada de turistas) e a 40 km de Sirmione (cidade pequenina e linda localizada numa península no lago de Garda). Ou seja, fica situada em uma região belíssima.



Qualquer uma das cidades mencionadas pode servir de base para se explorar a região, pois elas são interligadas por trens e ônibus que são frequentes e não muito caros. E além disso, há frequentes trens que ligam a região às principais cidades italianas como Roma, Milão e Florença.
Quando fui, hospedei-me em Vicenza, pois está localizada no meio do caminho entre Verona e Veneza. Assim, além de ficar em uma cidade linda, agradável e tranquila, também economizei tempo e dinheiro com os deslocamentos entre as cidades.
Enfim, toda a região do Vêneto, assim como toda a Itália, é linda. Estive lá várias vezes e recomendo.


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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Destinos mochileiros: Inhotim


Um dos lugares mais legais que já visitei na minha vida, fica aqui no Brasil e é de facílimo acesso. Trata-se do Inhotim, um centro de arte contemporânea que fica na cidade de Brumadinho a 60 km de Belo Horizonte – MG.
O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina, ou seja, um daqueles lugares que todo mundo devia visitar, pelo menos, uma vez na vida.
Lá o visitante percorre jardins ricamente planejados e vai encontrando várias instalações, parques de esculturas e intervenções de artes visuais, tudo literalmente incrível.
Para chegar lá o aeroporto mais próximo é o de Belo Horizonte – MG, daí segue pela BR 381, rodovia Fernão Dias, sentido São Paulo, por cerca de 60km até a cidade de Brumadinho.
Para quem não tem carro, há um horário especial de ônibus que parte diariamente pela manhã do Terminal Rodoviário de Belo Horizonte, deixa o visitante no Inhotim e  retorna a BH pela tarde.
Um aviso tem que ser feito, o Inhotim é grande e um dia pode ser pouco. Além disso, muitas exposições mudam e sempre são acrescentadas novidades, portanto, quem já foi, tem muitos motivos para voltar.
Para saber mais acesse o portal do INHOTIM


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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Eu degrado, tu depredas, nós destruímos.



    Esse post foi inspirado em um diálogo que ocorreu, em um domingo ensolarado, na paradisíaca Praia da Pipa – RN, que tento reproduzir:

Turista de Recife – “Aqui na Pipa, a praia é tão limpa que dá                             vergonha jogar lixo.”
     Eu – “E no Recife não dá vergonha?
     Ele – “Ah, lá todo mundo joga.”

    Primeiro de tudo, quero deixar claro que não se trata uma crítica ao povo de Recife, cidade que escolhi para morar e na qual sou muito feliz. Minha crítica é direcionada a essa cultura que dita “se o outro faz, posso fazer”, independente de qualquer julgamento.
      Daí vem a pergunta: será que ainda há alguém que não sabe que jogar lixo em lugares públicos é um prática prejudicial?
      Vemos, em todos os meios de comunicação, inúmeras campanhas para se manter áreas naturais limpas, para recolher o lixo, para cuidar... Então, por que as pessoas ainda insistem em poluir deliberadamente?
       No caso do turista ainda é mais grave. O turista é aquele que está de passagem, ou seja, que não é habitante do local que visita. Sendo assim, parece que há um aumento da visão egoíta. Afinal, “por que cuidar de algo que não é meu, né? O outro que cuide, amanhã vou embora mesmo...” E o resultado dessa mentalidade é uma verdadeira animosidade que surge nos moradores de áreas turísticas que veem seu patrimônio desrespeitado por aqueles que o visitam. É por isso que, muitas vezes, habitantes locais detestam turistas que, para eles, são sinônimos de sujeira e destruição.
    Pessoas que se indignam, quando veem outros sujando áreas públicas, sempre fazem a pergunta “será que sujam suas casas?”. E eu repondo: provavelmente não.
    O erro está no fato de se pensar somente no que é particularmente seu,    “minha casa, meu espaço sagrado”, e encarar algo público como se fosse do outro, da prefeitura, do governo...
Dessa forma, surge a ideia absurda de que se sujar a casa, vai ter que limpar por si próprio, enquanto que a rua, a praça, a praia são de responsabilidades alheias, do morador (no caso do turista) e principalmente, do governo. Portanto, pode sujar a vontade e, se não for limpo, a culpa é sempre do outro.
        Onde vamos parar com isso? Certamente na destruição total de ambientes públicos.

  Precisa haver uma conscientização de que um ambiente público, como o próprio nome diz, é da população, meu e dos meus concidadãos.  E também precisa haver a conscientização de que o fato de alguém sujar não pode servir de exemplo ou de estímulo para que outros o imitem. Se vejo outra pessoa sujando é sinal de que ela está agindo de forma errada e que eu devo agir de maneira contrária. 
Fazer algo errado porque todos fazem não é perpetuar uma cultura, é insistir em um erro.


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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Museus virtuais valem a pena?


Para quem quer visitar um grande museu, mas ainda não teve oportunidade, fazer uma visita virtual parece ser uma solução acessível para qualquer um a qualquer hora.
No entanto, a experiência virtual poderia substituir a real?
Bem, no caso de museus cujo conceito principal é a interatividade, reproduzir virtualmente a experiência do visitante pode ser impossível. Em um museu interativo o visitante faz parte da experiência e todos os seus sentidos estão envolvidos na visita, pois ele vê, cheira, toca, ouve e, principalmente, contribui com depoimentos e imagens, por exemplo.

Nesses casos, o mundo virtual serve somente de fonte de informações e propaganda. Dentre esse museus, indico o Museu do Levante de Varsóvia (Polônia), o Cité des Sciences et de l’Industrie (“Cidades das ciências e da indústria”, Paris – França), o Museu da Língua Portuguesa e o Museu do Futebol (ambos em São Paulo) e os recifenses Cais do Sertão e Paço do Frevo.
No entanto, nos museus tradicionais, naqueles em que o visitante somente contempla um acervo, muitas vezes de valor incalculável, digitalizar imagens das obras e disponibilizá-las na internet pode ser uma boa ideia tanto para o visitante quanto para o museu.
Para o museu porque é uma forma de divulgação que pode atrair mais visitantes e para o visitante porque pode auxiliá-lo no planejamento de sua visita e na escolha do museu a ser visitado. Mas o melhor de tudo, para o internauta, é poder dar uma olhadinha na exposição ou na obra de arte que ainda é sonho.
Acho que agora dá para responder a pergunta do início, e a resposta, ao meu ver, é não, pois nada substitui a experiência real e a originalidade das obras.
Mas se você está planejando um tour cultural, ou ainda está juntando grana para visitar seus museus favoritos, aqui vão algumas sugestões para dar um gostinho e motivar a realização do sonho.

MASP - site no qual se pode ver muitas obras importantes do acervo permanente e das exposições temporárias do Museu de arte de São Paulo.

MUSEO NACIONAL DEL PRADO  - site em espanhol e em inglês com muitas informações sobre o mais importante museu da Espanha com um dos maiores acervos de arte do mundo.

LOUVRE - site oficial do Museu do Louvre, localizado em Paris, com informações em várias línguas e muitas fotos do acervo.

RIJKSMUSEUM - site em holandês e em inglês no qual é possível explorar boa parte de um dos principais museus da Holanda.

GALERIA UFFIZI - site em italiano, espanhol e inglês com informações e exemplos do acervo da Galeria Uffizi (Florença, Itália), maior coleção de de arte renascentista do mundo.

INSTITUTO RICARDO BRENNAND - site que oferece um tour virtual nesse interessante museu recifense com grande acervo de armas brancas, artefatos medievais e obras de arte.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Destinos mochileiros: Praia da Pipa


Considerado um dos pontos mais bonitos do litoral do Rio Grande do Norte (talvez de todo o Brasil), a praia da Pipa vem se firmando como ponto de encontro de turistas jovens e independentes, muitos deles mochileiros.
Localizada em distrito da cidade de Tibau do Sul, Pipa conserva uma atmosfera de vila hippie. Mas não se engane, lá a infra é boa, com várias opções de hospedagem que vão do resort ao camping.
Os restaurantes e bares são uma atração a parte, lá você encontra deste a tradicional tapioca de rua, até bistrôs e cantinas italianas.  Para se divertir, bares e boate fazem com que a noite dure até de manhã.
No entanto, as atrações naturais são os elementos que atraem turistas do mundo todo. Em suas praias, com água quentinha o ano todo, pode-se tomar banhos, fazer passeios e, o mais legal, observar golfinhos em seu habitat natural.
Para chegar, o aeroporto mais próximo é o de Natal-RN e de lá saem vans ônibus que fazem o translado.  Por terra, deve-se ir pela BR 101 até o município de Goianinha – RN e de lá pegar uma van, taxi ou seguir (se estiver em carro próprio) os sinais indicativos até a vila.
Se quiser saber mais, acesse o portal. Boa viagem!


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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Destinos mochileiros: Ushuaia, o fim do mundo!


    


     É uma sensação maravilhosa olhar para o mapa da América do Sul, apontar para o último ponto habitado antes da Península Antártica e dizer: “já estive lá!”.
     Estou falando da cidade de Ushuaia, na Argentina, a cidade mais ao austral do mundo. No entanto, para fazer justiça, não só de sua localização inusitada vive essa bela e interessante cidade.
      Ushuaia é uma espécie de “Meca” para todo mundo que gosta de ecoturismo e aventura, mas também é uma cidade incrível com muitas opções de hospedagem (de hostels a hotéis luxuosos), de restaurantes e de lazer.
     A parte cultural também não fica atrás, lá tem museus, galerias de arte e muitas opções de música para assistir e para dançar.
    A paisagem urbana também é lida, pois a cidade fica incrustada entre o Canal de Beagle e o início dos Andes, algo único.
     Lá, encontrei muitos aventureiros que foram de moto, de carro e até um canadense maluco que tinha pedalado até lá desde Vancouver (pode?), mas dá para ir do jeito normal mesmo, de avião, há voos diários para lá partindo, principalmente de Buenos Aires.
       Bem, é uma cidade inesquecível, recomendo a todos! Quem quiser começar a pesquisar há um bom ponto de partida aqui. E só mais uma dica, sempre confira o clima antes de ir, lá, até no verão, é bem frio.


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