quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Brasília: nossa linda capital!


“Dizia ele - estou indo pra Brasília. Nesse país lugar melhor não há.” Muita gente já cantou essa e outras letras de Renato Russo que se referem a nossa capital. Porém, não é grande a porcentagem dos brasileiros que tiveram a oportunidade de visitá-la.
Se quando o assunto é turismo no Brasil, o que vem em mente é o enorme litoral, as paisagens do sul ou a floresta, realmente Brasília está longe disso. No entanto, essa é uma cidade bonita, muito organizada e de grande potencial turístico, repleta de espaços abertos e de verde.
Dispensa comentários a arquitetura moderna, fruto da estética de Oscar Niemeyer e do projeto urbanístico de Lúcio Costa.  Mas a nossa capital vale também ser visitada por diversos outros fatores.
Além dos monumentos famosos como a Catedral, a Praça dos Três Poderes, a Esplanada dos Ministérios, Congresso Nacional, Palácios do Planalto, da Alvorada e do Itamaraty, o cenário cultural brasiliense é muito diversificado com museus e centros culturais, nos quais podem ser visitadas exposições permanentes e temporárias. Destacam-se o Museu de Valores de Banco Central, o Memorial JK e o Museu da República, além dos centros culturais do Banco do Brasil e da Caixa, com teatro, cinema e exposições.


O que muita gente não sabe é que Brasília também é um grande polo gastronômico do Brasil, com a confluência das culinárias daqui e do mundo afora. Lá, o viajante pode experimentar iguarias em ambientes que vão desde os restaurantes mais finos até as simpáticas barraquinhas da feira da Torre de TV. Além de muitos bares que enchem de gente todas as noites.
E se ainda assim você sem cansar do ambiente urbano, por sua localização, Brasília pode servir de base para se visitar as cidades históricas de Goiás, o parque nacional da Chapada dos Veadeiros e um sem número de cachoeiras , tudo isso em um ambiente cercado pela natureza exuberante do cerrado e do Planalto Central.

Curta-nos no Facebook. Siga-nos no Twitter @mochiloterapia.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Crônica: a difícil hora do adeus, à mochila


Quando um mochileiro fica muito tempo sem viajar, vai dando a aquela vontade de estrada, aquela coceira nas costas que sentem falta de uma mochila, como se fosse um membro amputado do corpo.
Daí, o jeito é não olhar muito para a nossa companheira, guardá-la no fundo do armário para não ficar deprimido ou cometer a loucura de jogar tudo para o alto e pegar a estrada.
A mochila parece que fala, que fica nossa amiga mais fiel, pois vai onde a gente quer, não reclama e ainda leva todas as nossa coisas, essenciais ou não.
A mochila roxa da foto foi comprada em 1999 para o meu primeiro mochilão à Europa.
Depois disso, esteve comigo na Patagônia, foi a mais Argentina 3 vezes, ao Chile, mais 5 vezes à Europa e cruzou um sem número de vezes esse Brasil de norte a sul, leste a oeste.
No entanto, 14 anos depois, ela literalmente pediu arrego, entrou com o processo de aposentadoria. De fato, já estava velhinha, cheia de furos, com as costuras frouxas... E eis que, em 2013, volto da Itália com uma bagagem estranha, quase ilícita, uma mochila novinha em folha.
Mais leve, moderna, mais anatômica, muuuito mais fácil de carregar e de acomodar as coisas. Porém, meu coração ainda está vazio. A “novinha”, até agora,não me conquistou, talvez porque ainda não embarquei com ela para uma grande aventura.
Bem, acho que estou precisando mesmo é de viajar por meses, ser nômade, sem destino. Acho que aí estarei aberta para novas amizades e poderei contar a história da minha vida à mais nova amiga mochila.
Mas, a minha velha, essa não sairá nunca do meu pensamento. É amor eterno! Mochila velha é que faz viagem boa?

Curta-nos no Facebook. Siga-nos no Twitter @mochiloterapia.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Destinos mochileiros: Eslovênia


   
 
    A Eslovênia é um país situado na Europa central que, no passado, antes da queda do socialismo, fez parte da antiga Iugoslávia. É limitado a norte pela Áustria, a leste pela Hungria, a leste e a sul pela Croácia e a oeste pela Itália e pelo mar AdriáticoÉ parte da União Europeia desde 2004 e adotou o Euro como moeda. Brasileiros seguem o mesmo estatuto dos demais países da UE para visitação: passaporte válido por 6 meses e seguro saúde padrão da União Europeia (não precisa visto).
     A capital Liubliana é uma cidade com 270.000 habitantes (também é a cidade mais populosa do país), pequena em consideração às capitais vizinhas, porém muito limpa organizada e, principalmente, bonita. O que chama a atenção é que ela é fruto das construções que remontam ao auge da monarquia Habsburgo (séc XVI). Possui casario elegante que hoje abriga pequenos bistrôs, galerias de arte, lojas interessantes, igrejas com ótima arte e sacra, cafés e bares. É um excelente exemplo de uma cidade delicada e charmosa.

    Além disso, nos arredores da capital, é possível que o visitante conheça ruínas dos impérios romano e bizantino, sem muito deslocamento e com toda a infraestrutura. Existem também charmosos castelos medievais, como o de Bled e vilas históricas intocadas com a de Radovjica, além de uma paisagem natural belíssima. Tudo isso á um curto deslocamento da capital, que pode ser feito por vários ônibus diários, que percorrem excelentes estradas com paisagens deslumbrantes.

    Devido a sua localização privilegiada pode-se ir até Liubliana desde as capitais dos países vizinhos que ficam bem perto. Pode-se ir de trem, ônibus e avião.  Liubliana fica a 243 km de Veneza, a 142 km de Zagreb, a 382 km de Viena e a 461 km de Budapeste. Quando fui, parti da cidade Italiana de Trieste numa viagem de ônibus, com paisagens muito bonitas, que durou pouco mais de 2 horas, muito fácil!
     Em Liubliana existem vários tipos de hospedagem além de hostels muito bons e baratos, lá fiquei em um hostel que considero um dos melhores que já experimentei.

Curta-nos no Facebook. Siga-nos no Twitter @mochiloterapia.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cortona: sob o sol da Toscana


     Quantas vezes vamos ao cinema e ficamos imaginando como seria caminhar pelas locações onde são gravadas as cenas dos filmes?
     Então, seguindo essa linha de visitar lugares do cinema (e de cinema!), indico a muito charmosa cidade de Cortona, na Toscana (Itália).
     Lá foi gravada a maioria das cenas do filme “Sob o sol da Toscana”, baseado no livro de mesmo nome que conta a história de uma escritora que deixa sua vida nos EEUU para recomeça-la nessa pequena cidade.
     Nem precisa dizer que a cidade é um verdadeiro charme e um lugar belíssimo para se visitar, independente do filme.
     Cortona fica na província de Arezzo, Toscana, em uma localização estratégica. Dá para ser visitada em um “day trip” a partir de Florença (120 km), mas também pode ser ponto de partida para conhecer cidades próximas como Arezzo e Siena. 
     Também fica próxima à região da Úmbria com cidades italianas sensacionais como Perúgia, da qual também é possível um day trip (50 km)  e Assis (74 km).



     Acredito que essa é uma parada obrigatória em qualquer roteiro pela Toscana, pois a cidade possui um centro histórico belíssimo e é uma das vilas medievais mais bem preservadas que já visitei.
     Quando estive lá, fiquei hospedada em um hostel, ligado a rede Hostelling International, que funciona em um antigo convento do século XIII. Além de ser super conveniente, pois está no coração da cidade antiga, também foi uma experiência inesquecível, dormi com uma das mais belas vistas da cidade em um edifício construído inteiramente de pedra. 


     Ah, e foi em Cortona que tomei um dos melhores sorvetes da Itália.
     Se você está planejando ir a Itália, meu conselho é: pense com muito carinho a respeito de Cortona.
     E quem ainda não viu veja o trailer do filme, para ter um gostinho!



Curta-nos no Facebook. Siga-nos no Twitter @mochiloterapia.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Destinos: Fernando de Noronha


Um dos maiores paraísos tropicais do Brasil é o arquipélago de Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco.  É formado por 21 ilhas, sendo somente a maior (ilha de Fernando de Noronha) habitada. As outras fazem parte do Parque Nacional Marinho e só podem ser visitadas com licença oficial do Ibama. Recebeu o título da Unesco de Patrimônio Mundial Natural.
É longe, tem as praias consideradas mais bonitas do país e chega a ser mítico, pois faz parte dos sonhos e dos planos de muitos viajantes.
É também a Meca para os que gostam de mergulho, surfe e observação da vida selvagem preservada. No entanto, é considerado um destino caro e é cheio de regras que precisam ser respeitadas em sua visitação.
Estive lá há alguns anos e aí vão algumas informações importantes.
Primeiro, Noronha é tudo isso o que dizem e mais um pouco. Foram as praias mais lindas que pude vislumbrar (e olha que eu conheço praia que não acaba mais!).
Para chegar lá, há voos partindo de Recife. A hospedagem é feita em pousadas que vão de simples a sofisticadas, mas os preços costumam ser mais caros que em outros destinos nacionais. Existem também várias opções de alimentação.
Na ilha, agências receptivas fazem roteiros e passeios que incluem trilhas, passeios de barco para observar a vida selvagem, flutuação e mergulho de vários níveis para todos os tipos de mergulhadores.
O trabalho de preservação lá é realmente levado muito a sério, incluindo algumas praias que são interditadas parte do ano para desova de tartarugas e coisas do tipo.  Por isso, todo visitante tem que pagar a chamada “taxa de preservação” que varia de acordo com o tempo de permanência. Veja aqui os valores!

No entanto cuidado, existem muitas informações vagas e que podem ser até enganosas, o site oficial de Noronha, vinculado ao governo de Pernambuco é a melhor fonte de consulta, com informações em português e em inglês.

Curta-nos no Facebook. Siga-nos no Twitter: @mochiloterapia.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Mochilando sozinho



Uma das dúvidas mais comuns, principalmente nos mochileiros iniciantes, é se a pessoa deve mochilar só ou acompanhado.
Claro que juntar alguns amigos de verdade ou estar ao lado da pessoa amada em um mochilão é tudo de bom, mas o conselho que dou é: não perca uma oportunidade de viajar por não ter companhia. E ainda completo, fazer um mochilão só é uma experiência que todos devem ter ao menos uma vez na vida.
Quando se mochila só, você não fica realmente só todos os momentos, pois encontra outros viajantes pelo caminho e troca informações e experiências. 
Outra dica que dou é, sempre que possível, escolher os hostels como meio de hospedagem. Eles são preparados para receber viajantes solitários e tem toda uma estrutura e atmosfera para a convivência e para fazer amigos.
Já viajei só e acompanhada, mas tenho que admitir que, quando viajo só, faço mais amigos, sinto-me mais livre e aproveito mais, pois sozinho o viajante tem total controle do tempo, do roteiro e do orçamento.
No entanto, para mochilar só, é preciso ter alguns cuidados. 
Primeiro com a segurança, fique de olho em seus pertences, informe-se sobre os índices e criminalidade e violência dos seus destinos e não se arrisque em locais que lhe pareçam suspeitos ou inseguros.
Outro cuidado importante é com a saúde. Você não quer ficar doente sozinho e longe de casa, quer? Por isso, faça sempre um seguro saúde, leve contigo seus medicamentos de uso frequente e cuide bem da alimentação. É muito comum mochileiros terem intoxicação alimentar ou crise alérgica por comerem alimentos não muito bem manipulados ou exóticos demais. Na dúvida, opto por cozinhar minhas refeições.
Para as mulheres, vale os mesmos cuidados, mas se você acha que um ambiente unicamente feminino lhe dá mais segurança, saiba que estão começando a aparecer hostels somente femininos ou com estrutura própria para hospedar mulheres viajantes. Confira alguns aqui!
No entanto, não fique presa a isso, já me hospedei em hostels com dormitórios mistos e, até agora, foi sem nenhum problema.
No mais, nunca perca uma oportunidade de viajar. É a melhor coisa que já inventaram.


Curta-nos no Facebook. Siga-nos no Twitter: @mochiloterapia.

sábado, 18 de outubro de 2014

O primeiro mochilão a gente nunca esquece


Se você ouviu falar dessa galera deliciosamente louca que põe a mochila nas costas e sai pelo mundo, se você acha que isso é coisa impossível, se você quer mochilar mas não sabe se vai se adaptar ao estilo de vida, esse post é para você!
Nem todo mundo nasceu mochileiro, é verdade, mas como saber? Como quebrar o medo da primeira vez?
Vivo recebendo comentários dizendo que sou “corajosa”, “louca” e coisas do tipo, mas, na verdade, um bom planejamento faz da “aventura” algo muito mais prazeroso e sem riscos desnecessários.
Para os marinheiros de primeira viagem, aconselho a não se arriscar muito, ir com calma e depois dar passos mais largos e ousados. Planeje seu primeiro mochilão com uma viagem curta a um lugar que não seja tão "exótico" para você. Fixe em um roteiro simples para começar.
Deixe sempre uma saída, caso você descubra, no meio da viagem, que esse estilo de vida não é a sua cara. Afinal, ninguém nasce sabendo, não é?
Quando digo “saída” refiro-me a uma reserva de grana para procurar um hotel melhorzinho (caso não se acostume com os hostels), a possibilidade de mudar seu destino ou, numa emergência, “abortar a operação” e voltar para casa.
Mochilar pela primeira vez na companhia de quem já é experiente também é muito bom. Além de transmitir segurança, um mochileiro experiente tem muito que ensinar para quem está começando.
Outra dica importante é se informar o máximo sobre seu destino, e não só a respeito das atrações e da diversão. Deve-se informar sobre os recursos na área de saúde (ninguém está livre de ficar doente durante uma viagem), dos meios de transporte e das distâncias das cidades maiores, caso seu destino seja uma cidade pequena sem muitos recursos.
Ah, e antes de tudo, cheque direitinho a documentação, vacinas e todas as ações que devem ser tomadas para visitar seu destino escolhido.
No mais, é criar coragem e ir! Vale a máxima, “vá, se der medo, vá com medo mesmo”! 
O primeiro mochilão a gente nunca esquece e ele, geralmente, abre as portas para muitos outros.
Se você quer mais dicas, além da nossa página, consulte essas aqui (e procure, na internet tem muita coisa legal):




Curta-nos no Facebook. Siga-nos no Twitter: @mochiloterapia.