terça-feira, 28 de outubro de 2014

Destinos: Fernando de Noronha


Um dos maiores paraísos tropicais do Brasil é o arquipélago de Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco.  É formado por 21 ilhas, sendo somente a maior (ilha de Fernando de Noronha) habitada. As outras fazem parte do Parque Nacional Marinho e só podem ser visitadas com licença oficial do Ibama. Recebeu o título da Unesco de Patrimônio Mundial Natural.
É longe, tem as praias consideradas mais bonitas do país e chega a ser mítico, pois faz parte dos sonhos e dos planos de muitos viajantes.
É também a Meca para os que gostam de mergulho, surfe e observação da vida selvagem preservada. No entanto, é considerado um destino caro e é cheio de regras que precisam ser respeitadas em sua visitação.
Estive lá há alguns anos e aí vão algumas informações importantes.
Primeiro, Noronha é tudo isso o que dizem e mais um pouco. Foram as praias mais lindas que pude vislumbrar (e olha que eu conheço praia que não acaba mais!).
Para chegar lá, há voos partindo de Recife. A hospedagem é feita em pousadas que vão de simples a sofisticadas, mas os preços costumam ser mais caros que em outros destinos nacionais. Existem também várias opções de alimentação.
Na ilha, agências receptivas fazem roteiros e passeios que incluem trilhas, passeios de barco para observar a vida selvagem, flutuação e mergulho de vários níveis para todos os tipos de mergulhadores.
O trabalho de preservação lá é realmente levado muito a sério, incluindo algumas praias que são interditadas parte do ano para desova de tartarugas e coisas do tipo.  Por isso, todo visitante tem que pagar a chamada “taxa de preservação” que varia de acordo com o tempo de permanência. Veja aqui os valores!

No entanto cuidado, existem muitas informações vagas e que podem ser até enganosas, o site oficial de Noronha, vinculado ao governo de Pernambuco é a melhor fonte de consulta, com informações em português e em inglês.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Mochilando sozinho



Uma das dúvidas mais comuns, principalmente nos mochileiros iniciantes, é se a pessoa deve mochilar só ou acompanhado.
Claro que juntar alguns amigos de verdade ou estar ao lado da pessoa amada em um mochilão é tudo de bom, mas o conselho que dou é: não perca uma oportunidade de viajar por não ter companhia. E ainda completo, fazer um mochilão só é uma experiência que todos devem ter ao menos uma vez na vida.
Quando se mochila só, você não fica realmente só todos os momentos, pois encontra outros viajantes pelo caminho e troca informações e experiências. 
Outra dica que dou é, sempre que possível, escolher os hostels como meio de hospedagem. Eles são preparados para receber viajantes solitários e tem toda uma estrutura e atmosfera para a convivência e para fazer amigos.
Já viajei só e acompanhada, mas tenho que admitir que, quando viajo só, faço mais amigos, sinto-me mais livre e aproveito mais, pois sozinho o viajante tem total controle do tempo, do roteiro e do orçamento.
No entanto, para mochilar só, é preciso ter alguns cuidados. 
Primeiro com a segurança, fique de olho em seus pertences, informe-se sobre os índices e criminalidade e violência dos seus destinos e não se arrisque em locais que lhe pareçam suspeitos ou inseguros.
Outro cuidado importante é com a saúde. Você não quer ficar doente sozinho e longe de casa, quer? Por isso, faça sempre um seguro saúde, leve contigo seus medicamentos de uso frequente e cuide bem da alimentação. É muito comum mochileiros terem intoxicação alimentar ou crise alérgica por comerem alimentos não muito bem manipulados ou exóticos demais. Na dúvida, opto por cozinhar minhas refeições.
Para as mulheres, vale os mesmos cuidados, mas se você acha que um ambiente unicamente feminino lhe dá mais segurança, saiba que estão começando a aparecer hostels somente femininos ou com estrutura própria para hospedar mulheres viajantes. Confira alguns aqui!
No entanto, não fique presa a isso, já me hospedei em hostels com dormitórios mistos e, até agora, foi sem nenhum problema.
No mais, nunca perca uma oportunidade de viajar. É a melhor coisa que já inventaram.


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sábado, 18 de outubro de 2014

O primeiro mochilão a gente nunca esquece


Se você ouviu falar dessa galera deliciosamente louca que põe a mochila nas costas e sai pelo mundo, se você acha que isso é coisa impossível, se você quer mochilar mas não sabe se vai se adaptar ao estilo de vida, esse post é para você!
Nem todo mundo nasceu mochileiro, é verdade, mas como saber? Como quebrar o medo da primeira vez?
Vivo recebendo comentários dizendo que sou “corajosa”, “louca” e coisas do tipo, mas, na verdade, um bom planejamento faz da “aventura” algo muito mais prazeroso e sem riscos desnecessários.
Para os marinheiros de primeira viagem, aconselho a não se arriscar muito, ir com calma e depois dar passos mais largos e ousados. Planeje seu primeiro mochilão com uma viagem curta a um lugar que não seja tão "exótico" para você. Fixe em um roteiro simples para começar.
Deixe sempre uma saída, caso você descubra, no meio da viagem, que esse estilo de vida não é a sua cara. Afinal, ninguém nasce sabendo, não é?
Quando digo “saída” refiro-me a uma reserva de grana para procurar um hotel melhorzinho (caso não se acostume com os hostels), a possibilidade de mudar seu destino ou, numa emergência, “abortar a operação” e voltar para casa.
Mochilar pela primeira vez na companhia de quem já é experiente também é muito bom. Além de transmitir segurança, um mochileiro experiente tem muito que ensinar para quem está começando.
Outra dica importante é se informar o máximo sobre seu destino, e não só a respeito das atrações e da diversão. Deve-se informar sobre os recursos na área de saúde (ninguém está livre de ficar doente durante uma viagem), dos meios de transporte e das distâncias das cidades maiores, caso seu destino seja uma cidade pequena sem muitos recursos.
Ah, e antes de tudo, cheque direitinho a documentação, vacinas e todas as ações que devem ser tomadas para visitar seu destino escolhido.
No mais, é criar coragem e ir! Vale a máxima, “vá, se der medo, vá com medo mesmo”! 
O primeiro mochilão a gente nunca esquece e ele, geralmente, abre as portas para muitos outros.
Se você quer mais dicas, além da nossa página, consulte essas aqui (e procure, na internet tem muita coisa legal):




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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Quando algo nos faz voltar a um lugar especial: Verona!



Nessa semana estou preparando um seminário para o curso de “História da arte com ênfase no teatro”, na UFPE.
Minha grande sorte é que o meu tema é Willian Shakespeare e a peça Romeu e Julieta.
Ano passado, tive a oportunidade de visitar a cidade de Verona, cenário da peça e, hoje, umas das cidades históricas mais bem preservadas da Itália, além de importante ponto turístico.
Agora, relendo a peça (li pela primeira vez aos 17 anos quando somente sonhava em ser mochileira) parece que estou voltando a andar pelas ruas de Verona, contemplar a casa de Julieta, a de Romeu, além das igrejas históricas e todas as ruas preservadas desde o século XV. É algo incrível, desperta lembranças que nos atingem em cheio, todos os nossos sentidos.
 A cidade foi declarada patrimônio da humanidade pela Unesco por causa da sua estrutura urbana e arquitetura: Verona é um maravilhoso exemplo de cidade que se desenvolveu progressivamente e sem interrupções durante dois mil anos, integrando elementos artísticos de altíssima qualidade dos diversos períodos que se seguiram.
Ficou curioso? Interessado em visitar essa linda cidade? Olhe as dicas...
Verona fica na região do Vêneto, a 115 km de outro grande atrativo turístico italiano Veneza, a 80 km de Vicenza (outra cidade que vale muito a pena conhecer e que ainda não está tão lotada de turistas) e a 40 km de Sirmione (cidade pequenina e linda localizada numa península no lago de Garda). Ou seja, fica situada em uma região belíssima.



Qualquer uma das cidades mencionadas pode servir de base para se explorar a região, pois elas são interligadas por trens e ônibus que são frequentes e não muito caros. E além disso, há frequentes trens que ligam a região às principais cidades italianas como Roma, Milão e Florença.
Quando fui, hospedei-me em Vicenza, pois está localizada no meio do caminho entre Verona e Veneza. Assim, além de ficar em uma cidade linda, agradável e tranquila, também economizei tempo e dinheiro com os deslocamentos entre as cidades.
Enfim, toda a região do Vêneto, assim como toda a Itália, é linda. Estive lá várias vezes e recomendo.


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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Destinos mochileiros: Inhotim


Um dos lugares mais legais que já visitei na minha vida, fica aqui no Brasil e é de facílimo acesso. Trata-se do Inhotim, um centro de arte contemporânea que fica na cidade de Brumadinho a 60 km de Belo Horizonte – MG.
O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina, ou seja, um daqueles lugares que todo mundo devia visitar, pelo menos, uma vez na vida.
Lá o visitante percorre jardins ricamente planejados e vai encontrando várias instalações, parques de esculturas e intervenções de artes visuais, tudo literalmente incrível.
Para chegar lá o aeroporto mais próximo é o de Belo Horizonte – MG, daí segue pela BR 381, rodovia Fernão Dias, sentido São Paulo, por cerca de 60km até a cidade de Brumadinho.
Para quem não tem carro, há um horário especial de ônibus que parte diariamente pela manhã do Terminal Rodoviário de Belo Horizonte, deixa o visitante no Inhotim e  retorna a BH pela tarde.
Um aviso tem que ser feito, o Inhotim é grande e um dia pode ser pouco. Além disso, muitas exposições mudam e sempre são acrescentadas novidades, portanto, quem já foi, tem muitos motivos para voltar.
Para saber mais acesse o portal do INHOTIM


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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Eu degrado, tu depredas, nós destruímos.



    Esse post foi inspirado em um diálogo que ocorreu, em um domingo ensolarado, na paradisíaca Praia da Pipa – RN, que tento reproduzir:

Turista de Recife – “Aqui na Pipa, a praia é tão limpa que dá                             vergonha jogar lixo.”
     Eu – “E no Recife não dá vergonha?
     Ele – “Ah, lá todo mundo joga.”

    Primeiro de tudo, quero deixar claro que não se trata uma crítica ao povo de Recife, cidade que escolhi para morar e na qual sou muito feliz. Minha crítica é direcionada a essa cultura que dita “se o outro faz, posso fazer”, independente de qualquer julgamento.
      Daí vem a pergunta: será que ainda há alguém que não sabe que jogar lixo em lugares públicos é um prática prejudicial?
      Vemos, em todos os meios de comunicação, inúmeras campanhas para se manter áreas naturais limpas, para recolher o lixo, para cuidar... Então, por que as pessoas ainda insistem em poluir deliberadamente?
       No caso do turista ainda é mais grave. O turista é aquele que está de passagem, ou seja, que não é habitante do local que visita. Sendo assim, parece que há um aumento da visão egoíta. Afinal, “por que cuidar de algo que não é meu, né? O outro que cuide, amanhã vou embora mesmo...” E o resultado dessa mentalidade é uma verdadeira animosidade que surge nos moradores de áreas turísticas que veem seu patrimônio desrespeitado por aqueles que o visitam. É por isso que, muitas vezes, habitantes locais detestam turistas que, para eles, são sinônimos de sujeira e destruição.
    Pessoas que se indignam, quando veem outros sujando áreas públicas, sempre fazem a pergunta “será que sujam suas casas?”. E eu repondo: provavelmente não.
    O erro está no fato de se pensar somente no que é particularmente seu,    “minha casa, meu espaço sagrado”, e encarar algo público como se fosse do outro, da prefeitura, do governo...
Dessa forma, surge a ideia absurda de que se sujar a casa, vai ter que limpar por si próprio, enquanto que a rua, a praça, a praia são de responsabilidades alheias, do morador (no caso do turista) e principalmente, do governo. Portanto, pode sujar a vontade e, se não for limpo, a culpa é sempre do outro.
        Onde vamos parar com isso? Certamente na destruição total de ambientes públicos.

  Precisa haver uma conscientização de que um ambiente público, como o próprio nome diz, é da população, meu e dos meus concidadãos.  E também precisa haver a conscientização de que o fato de alguém sujar não pode servir de exemplo ou de estímulo para que outros o imitem. Se vejo outra pessoa sujando é sinal de que ela está agindo de forma errada e que eu devo agir de maneira contrária. 
Fazer algo errado porque todos fazem não é perpetuar uma cultura, é insistir em um erro.


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