domingo, 27 de março de 2016

Saudade Gastronômica

     

     Tenho saudade de todos  e de cada lugar que já vivi e já visitei! Mas acho que saudade não é só uma palavra ou algo que possa ser definido num só sentimento. Sim, existem tipos muitos de saudades: de pessoas, de sensações, de cheiros e de sabores. E é desse último tipo que padeço  às vezes, e que me inspira a escrever essa crônica cheia de nostalgia.
     Acho, realmente, que existe uma saudade gastronômica de tudo aquilo que já submeti ao meu paladar,  que gostei e que se tornou uma espécie de símbolo de um lugar, umas das mais queridas lembranças da qual também sou feita.
     Minha infância em Minas foi marcada pelos pasteis de milho do meu pai, pelas leitoas assadas no Natal e pelo pão cheio, receita original da minha cidade, que cheirava todo sábado no café da tarde.


     Cresci e fui trabalhar em Brasília! De lá, cultivo uma saudade enorme dos amigos! Essa saudade me é tão presente,  que quase me traz a boca o gosto do quibe do Beirute, que tapeava a cerveja e embalava conversas que nunca terminavam. Nos bares de Brasília, resolvemos todos os problemas do mundo!

     E por falar em mundo, fecho os olhos e sinto a textura dos pierogis da Polônia, do ciabatta do café da manhã na Toscana e, principalmente, o sabor maravilhoso de todas as comidas feitas pela Marisa em Lisboa. O mundo é tão feito de sabores quanto é de paisagens!

     Da época em que morei no Mato Grosso, vem a nostalgia dos maravilhosos peixes do pantanal, do bolo de arroz e de tudo que era cozinhado pela prima Saleti, sobretudo o bacalhau e a lasanha.


     Quando faz frio no Nordeste (sim, isso acontece!), tento me transportar para as noites quentes do verão soteropolitano, nas quais o burburinho do Rio Vermelho se mescla com o cheiro do dendê e todos os sabores e texturas do acarajé, acabado de sair do tacho.

     Por fim, quando saio do Recife, cidade onde vivo hoje, me dá aquela saudade do caldinho quente tomado na praia, do camarão e do charque comido entre conversas e outras...
     Dá para perceber que é saudade que não acaba mais e essa pode ser uma maneira de lembrar com carinho de todos os lugares em que eu estive.

     E, para matar essa saudade, só voltando!

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