quinta-feira, 31 de julho de 2014

Destinos mochileiros: Ushuaia, o fim do mundo!


    


     É uma sensação maravilhosa olhar para o mapa da América do Sul, apontar para o último ponto habitado antes da Península Antártica e dizer: “já estive lá!”.
     Estou falando da cidade de Ushuaia, na Argentina, a cidade mais ao austral do mundo. No entanto, para fazer justiça, não só de sua localização inusitada vive essa bela e interessante cidade.
      Ushuaia é uma espécie de “Meca” para todo mundo que gosta de ecoturismo e aventura, mas também é uma cidade incrível com muitas opções de hospedagem (de hostels a hotéis luxuosos), de restaurantes e de lazer.
     A parte cultural também não fica atrás, lá tem museus, galerias de arte e muitas opções de música para assistir e para dançar.
    A paisagem urbana também é lida, pois a cidade fica incrustada entre o Canal de Beagle e o início dos Andes, algo único.
     Lá, encontrei muitos aventureiros que foram de moto, de carro e até um canadense maluco que tinha pedalado até lá desde Vancouver (pode?), mas dá para ir do jeito normal mesmo, de avião, há voos diários para lá partindo, principalmente de Buenos Aires.
       Bem, é uma cidade inesquecível, recomendo a todos! Quem quiser começar a pesquisar há um bom ponto de partida aqui. E só mais uma dica, sempre confira o clima antes de ir, lá, até no verão, é bem frio.


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sábado, 26 de julho de 2014

Papo de mochileira: vai levar só isso?


Quando se quer “mochilar”, alguns fatores precisam estar em evidência. O primeiro deles é a sua lombar. Lembre-se: tudo o que você levar de casa e ir comprando pelo caminho vai parar nas suas costas.
Já encontrei por aí viajantes com mochilas enoooooormes com absolutamente tudo dentro delas. No entanto, eu mesma só levo o necessário.
A mochila que uso é uma básica de 50 litros. Já fiquei 2 meses ininterruptos com ela sem problemas.  Meu kit básico é 2 jeans, 2 leggings, 1 sapato, 1 tênis, 1 chinelo, 1 minisaia, 1 bermuda, blusinhas, roupa íntima, nécessaire, remédios... Se for inverno, acrescento um bom casaco, 2 suéteres, gorro e luva.  
Aliás, a mochila aí da foto já deu várias voltas ao mundo.
Geralmente, quando volto para casa, as roupas da mochila não são as mesmas da ida, pois vou substituindo-as pela viagem.
A maioria dos hostels possuem facilidades para se lavar roupas, por isso não é necessário levar muitas peças e roupas mais em conta podem ser encontradas em todo o mundo.
Não se esqueça: “mochilar” é simplificar a vida, e uma das maiores lições que tiramos disso tudo é o fato de que podemos facilmente viver com pouco. A cada viagem fico menos consumista e me pergunto se preciso ter tanta coisa assim.
Concluindo: cada mochileiro sabe (ou deveria saber) a capacidade de suas costas.


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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Destinos mochileiros: as 3 famosas chapadas do Brasil


Chapada é o nome que se dá a formação geográfica constituída de uma área plana em uma região montanhosa. Por essa definição, pode-se deduzir o que espera o visitante, quando se desloca para um destino como esse: muitas cachoeiras, mirantes espetaculares, cavernas e trilhas ecológicas.
Isso mesmo! E o Brasil possui três famosas chapadas que, ao longo do tempo, tornaram-se um objetivo para os mochileiros. Sempre me perguntam: “você já conhece às três chapadas?”. Sim, já fui a todas,e passo agora algumas informações para quem também deseja conhecê-las começar a pesquisar.

A primeira que visitei foi a Chapada dos Veadeiros em Goiás. O aeroporto mais próximo é o de Brasília, de lá são cerca de 250 km pela BR-010, até o município de Alto Paraíso de Goiás, que podem ser percorridos de carro ou de ônibus.  Você pode ficar em Alto Paraíso ou de lá seguir para os povoados que estão situados no coração da Chapada como São Jorge (onde fica a sede do Parque Nacional) ou Cavalcante, mais distante.

Tanto Alto Paraíso quanto os povoados têm infraestrutura de hospedagem e alimentação e, vez por outra, sediam festivais de cultura e esporte.

As atrações da Chapada incluem belas cachoeiras, rios cristalinos e trilhas ecológicas. Devem ser percorridas com guia oficial que conheça a região e seus perigos.

A 2ª é a Chapada dos Guimarães, cuja sede do Parque Nacional fica no município de mesmo nome no estado do Mato Grosso. O aeroporto mais próximo é o da capital Cuiabá e de lá se percorre 115 km, por estrada asfaltada e belíssima, até o município de Chapada dos Guimarães. A estrada faz parte do passeio já que dela se tem uma vista panorâmica de toda a região, bem como é partir dela que se tem acesso a algumas das atrações mais visitadas como a cachoeira Véu de Noiva e alguns balneários. Há atrações que podem ser visitadas por conta própria, mas, para trilhas mais extensas e atrações mais distantes, é obrigatório o acompanhamento de guias.

A cidade de Chapada dos Guimarães conta também com boa infraestrutura de hospedagem e alimentação e todos os anos organiza os festival de inverno com direito a frio e tudo. Em pleno Mato Grosso!!!!!

Por último, há Chapada Diamantina, na Bahia. Pode se dizer que é a maior delas e a que oferece o maior número de atrações, desde trilhas fáceis que podem ser percorridas em horas até bem difíceis que levam dias para visitar.

Recomenda-se que todas as atrações sejam visitadas com acompanhamento de guias, independente da dificuldade e do acesso.

A maior cidade da região é Lençóis que fica a 420 km de Salvador (aeroporto grande mais próximo), trajeto que pode ser feito de ônibus, carro ou por linhas aéreas com aviões de pequeno porte.

Na Chapada Diamantina, existem também vários povoados, cada um com seu charme e atrações que devem ser visitadas, principalmente, o Vale do Capão, que atrai pessoas interessadas em natureza e esoterismo do mundo todo. A infraestrutura dos povoados varia muito, portanto decida quão “natural” você quer ficar antes de escolher sua base de exploração da Chapada.

Essa chapada é imensa. Penso que uma vida toda não seria suficiente para conhecê-la por completo, portanto pesquise bem antes de ir. Visitantes ficam geralmente entre 1 e 2 semanas no local, mas há os vão e ficam para sempre.

Bem, se você é um visitante que gosta de ecoturismo, conhecer as três chapadas do Brasil deve ser seu objetivo.

Lembre-se que esse post tem somente as informações básicas e iniciais que você comece sua pesquisa sobre esses destinos. Planeje bem e boa viagem!!!


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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Viajar de ônibus também é bem legal.


Se você tem bastante tempo, medo de avião, ou a passagem aérea para seu destino costuma ser os “olhos da cara”, viajar de ônibus pode ser uma opção, além de mais barata, bem prazerosa.
Já fiz vários mochilões rodoviários pelo Brasil, uma vez, por exemplo, saí de Brasília e fui até São Miguel da Missões – RS, numa viagem incrível, de cerca de 2500 km,  parando em lugares estratégicos e sensacionais.
Ano passado, encontrei uma família que tinha percorrido de Porto Velho a Maceió, cruzando o Brasil pelas estradas num total de quase 4300 km.
No entanto, a viagem rodoviária mais incrível que já fiz foi percorrer os mais de 5000 km (de estradas) que separam Ushuaia, na Terra do Fogo argentina, de Santiago do Chile, cruzando a Patagônia de sul a norte.
Um mochilão desses tem tudo para dar certo, mas precisa de muito planejamento. Sugiro que comece vários meses antes, que primeiramente seja traçado um roteiro levando-se em consideração as rotas cobertas pelas empresas de ônibus, bem como os melhores lugares para se conhecer e explorar no caminho.
No Brasil, é relativamente fácil de planejar um roteiro rodoviário, pois o site da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) possui uma seção para consulta de concessões de linhas rodoviárias brasileiras, indicando a frequência e as empresas que disponibilizam a viagem desejada.
Lá fora, também é possível viajar de ônibus, geralmente as empresas do mundo todo possuem sites nos quais estão detalhadas as linhas rodoviárias que cobrem.
Se seu roteiro é longo, faça algumas viagens estratégicas que durem toda a noite, você economiza com hospedagem e ganha tempo para curtir mais. Prepare também alguns passatempos para os trajetos como música, leitura ou jogos. Tenha também sempre um lanchinho para as horas da fome.
Outra coisa é tentar combinar a ida de ônibus e volta de avião, ou vice-versa, principalmente se o trajeto percorrido for o mesmo, fica muito cansativo fazer tudo de novo.
Enfim, planeje, planeje, planeje e depois só se divirta, olhando as belas paisagens. 
Viajar, de qualquer maneira, é a melhor coisa da vida.



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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Carnaval de Recife/Olinda: é possível com orçamento apertado?



“Essa mochileira ficou maluca??? Ainda nem nos recuperamos da derrota brasileira na Copa e já vem ela com esse assunto? Carnaval? Em julho?”
Na verdade não. Grandes eventos atraem muitos visitantes em suas cidades cede, aumentam muito a demanda turística e fazem com os preços de produtos e serviços subam muito. O carnaval é o melhor exemplo disso.
Em cidades brasileiras onde a festa é grande e tradicional, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife / Olinda, o número de visitantes facilmente ultrapassa os seis dígitos e fica acirrada a disputa por passagens aéreas e vagas de hospedagem.
Segundo dados da prefeitura de Olinda – PE, no carnaval de 2014, estiveram lá cerca de 2,7 milhões de foliões com 98% de ocupação dos hotéis de pousadas. São números que impressionam, se você quiser saber mais, clique aqui.
Diante de tanta animação, vai ficar de fora???
Quando seu desejo é participar de um grande evento, seja ele de qualquer natureza, antecedência é a palavra-chave. Uma passagem aérea para Recife, no período do carnaval, saindo do Rio ou de São Paulo, se comprada na última hora, pode ser mais cara que uma passagem internacional. Isso vale também para hospedagem, quanto menos antecedência, menos vagas e preços mais altos. Portanto, se quer ter o maior carnaval de sua vida, comece a planejar agora.
Além da passagem e hospedagem, preocupe-se também com o evento em si. O carnaval pernambucano é uma exceção, pois todas as atrações e desfiles são públicos e gratuitos. No entanto, grandes shows, eventos esportivos e o carnaval de Salvador costumam cobrar preços bem altos por ingressos, mas que também são disponibilizados ao público com até um ano de antecedência, fazendo com que o planejamento seja muito útil.
            Informe-se também sobre a programação do evento, os carnavais de Olinda e Recife podem ser pesquisados via internet em sites muito bem elaborados e objetivos.
No mais, prepare sua animação, disposição e alegria (dê também um reforço no condicionamento físico), e curta muito a festa. Vale a pena, é um verdadeiro espetáculo!!!


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sábado, 21 de junho de 2014

A palavra é: medo. Que medo!!!


Um verdadeiro palavrão, né? Medo de viajar, pode?
Creio que nenhum mochileiro sofra dessa síndrome. Mas medo pode não ser algo totalmente negativo.
Muitos me perguntam se tenho medo de viajar. E quando questiono “mas medo de quê?”, sempre escuto “ah, sei lá!”.
Bem, definitivamente não tenho medo de “sei lá”, mas existem medos que, na medida certa, podem nos ajudar.
Meu maior medo é de ficar doente em um país no qual não conheço ninguém e nem falo a língua.
Por isso, sempre tomo muito cuidado com comidas de rua que podem gerar uma intoxicação, ando sempre com um vidrinho de álcool para desinfetar as mãos e levo comigo os medicamentos que uso mais frequentemente.
No entanto, o mais importante é: nunca saio do Brasil sem fazer um seguro saúde de viagem, mesmo que o destino não exija. Para se informar mais sobre esse tipo de seguro, clique aqui.
Outro medo que tenho e de ter minhas coisas mais valiosas roubadas (dinheiro e documentos), por isso, não descuido um instante delas, deixo-as sempre trancadinhas até na hora de dormir e do banho.
Aí alguém pode perguntar, “mas não sente um friozinho na barriga antes de chegar a um lugar desconhecido?”
E eu respondo: “sim, é a melhor sensação do mundo!”

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terça-feira, 17 de junho de 2014

Nossa melhor amiga: a mochila


Muita gente me pergunta se não é melhor levar uma mala com rodinhas ou se é “obrigatório” viajar com uma mochila nas costas.
Bem, um viajante independente faz suas próprias regras e quebra-as quando achar necessário. Claro que a mochila não é obrigatória, mas ela é muito comum entre os viajantes independentes, daí o apelido “mochileiro”.
Não é obrigatória, mas é prática!
Na verdade eu acho bem melhor a mochila do qualquer mala, pois mala (como o próprio nome diz!) não ajuda muito nos deslocamentos.
Uma vez que usamos basicamente transporte público, com a mochila fica mais fácil chegar aos pontos de ônibus, transitar em estações de metrô e principalmente, subir e descer escadas e ladeiras.
Mochilar, é simplificar a vida!
Um dica importante para quem está começando é: nunca compre uma mochila que você não possa carregar. Lembre-se, quando experimenta uma mochila em uma loja, ele está vazia. Antes de comprar imagine carregando-a cheia.
Ah, e ela tem que ser bem resistente. Você não quer ficar com uma “mochila sem alça” no meio de sua viagem.
Sempre uso uma de 50 litros, é o máximo que minha coluna aguenta. E só com o conteúdo ela, cheguei a ficar 4 meses em viajem.
Outra coisa é: só leve aquilo que você realmente precisa e tente se controlar nas compras. Afinal, tudo vai para as suas costas.
No mais, arrume tudo direitinho só para bagunçar depois! Boa viagem!!!!


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