segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Itamaracá – PE: para redescobrir e preservar!

                                       

       Muito badalada, no passado, a Ilha de Itamaracá, no litoral norte de Pernambuco, anda meio esquecida, pelos turistas e pelo poder público. No entanto, suas belezas (pelo menos as que restaram) continuam lá e merecem muito ser visitadas.

        Para se chegar lá, a partir de Recife, segue-se pela BR 101 Norte (sentido João Pessoa) até a cidade de Igaraçu, de lá é só seguir as placas indicativas e em poucos minutos, e por estrada asfaltada e boa, chega-se a ponte que dá acesso à ilha.


        Lá, recomendo a visita ao Projeto Peixe-boi, um centro de recuperação e preservação dessa espécie altamente ameaçada, bem como o Forte Orange, recentemente reaberto ao público, depois de anos fechado, e com revitalização já anunciada (torçamos!).

        Para quem quer curtir uma boa praia, acredito que Itamaracá, abrigue o que considero a “joia” do litoral norte pernambucano. Trata-se da Coroa do avião, uma ilhota / banco de areia, de formação relativamente recente, que pode ser vista bem em frente ao forte.  Para chegar lá, usa-se o serviço dos táxis aquáticos, pequenas lanchas que fazem a travessia curta, cerca de 5 minutos e cobram, em média, R$ 13,00 por pessoa, ida e volta.


        Na Coroa, há bons bares de praia, com a obrigatória cervejinha bem gelada e bons petiscos para passar o dia. É um lugar excelente para caminhadas e fotos, principalmente na maré baixa que aumenta, e muito, o tamanho da ilhota. Além disso, para os fãs do banho de mar, as águas são cristalinas, calmas e, o melhor, mornas!





               
        Vale muito a pena visitar a Ilha de Itamaracá. Para quem quer ficar na ilha, existem algumas pousadas e, para quem, não tem carro, agências de Recife fazem o passeio de um dia.

           

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Mas já é carnaval??? Mais ou menos!

       
 
       Para muita gente “do Sul”, a impressão que se tem de Recife e Olinda é que o carnaval começa assim que acaba o réveillon (antes de viver aqui também tinha essa ideia!). Mas não é bem assim! Em janeiro começam o que o pessoal daqui chama de “prévias”, ou seja, os blocos e grupos carnavalescos fazem ensaios públicos na rua todos os fins de semana e arrastam muitos foliões que não se aguentam de tanta vontade de brincar o carnaval. E, vamos combinar, o Carnaval daqui é tão bom que não dá para ficar só nos 5 dias oficiais, né?


        Muitos habitantes daqui, inclusive, preferem as prévias ao carnaval em si, pois são mais tranquilas e com menos gente (mas não espere ruas vazias!!!). Minha dica é: se você quer ter uma experiência do carnaval pernambucano mas não gosta de multidões, venha para cá nesse período. É muito bom, seguro, mais tranquilo que o carnaval oficial e, principalmente, divertido.

        As prévias públicas acontecem, todos os domingos, começam de tarde e invadem a noite, no centro histórico de Olinda e no Recife Antigo. Como o nome diz, são públicas, isto é, grátis. Você só gasta com o transporte (sugiro ônibus ou taxi, não vá de carro próprio!) e com as cervejinhas e comidinhas típicas que são vendidas!


       Venha cantar as marchinhas, pular com o frevo e sentir alma acelerar com o maracatu! É lindo!!!

       Observação: fotos da primeira prévia de 2015, tiradas no centro histórico de Olinda.


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sábado, 20 de dezembro de 2014

Destinos mochileiros: Foz do Iguaçu

               
        
       O Brasil possui uma cidade ímpar que deve ser visitada por todos os viajantes.  Trata-se de Foz do Iguaçu, cidade que reúne uma natureza exuberante, vida noturna, passeios interessantes, espiritualidade e, se você não resiste, compras.
       Ponto de sacoleiros no passado, creio que seu potencial turístico ainda não é totalmente explorado por brasileiros, mas recebe muitos turistas estrangeiros.
       Lugar imperdível em Foz é o Parque Nacional do Iguaçu, onde se encontram as famosas cataratas. Esse fenômeno natural é algo do tipo que precisa “ver para crer”, ou seja, nenhuma imagem ou descrição faz jus ao espetáculo “ao vivo”. Sua grandiosidade é tanta que, mesmo os maiores egos, podem, lá, ter a maravilhosa sensação da insignificância.
       A área das Cataratas é dividida entre o parque nacional brasileiro e o parque nacional argentino. Minha dica é: visite os dois! Não acredite na conversa de que “é tudo a mesma coisa”, não é.  Em cada parque, o viajante tem ângulos de visão diferentes, estruturas diferentes e atrações, a parte das cataratas, totalmente diferentes.  E, vale muito fazer o passeio de aproximação em flex boat (barcos infláveis). Belíssima visão!
       A parte das cataratas, outro passeio interessante é conhecer a Usina Hidrelétrica de Itaipu. Claro que não é algo bonito, no entanto, é extremamente interessante conhecer como foi construída e, principalmente, como funciona uma usina daquela magnitude. Itaipu conta com centro de visitantes muito bem equipado, com várias opções de passeios, além de museu.


       O que muita gente não sabe é que em Foz fica um dos maiores e mais bonitos templos budistas do Brasil. Um lugar que, para mim, é de visita obrigatória para todo viajante que aportar nessa cidade.  Um lugar simplesmente perfeito, cheio de paz e espiritualidade.
       

       
      Bem, e de quebra para terminar, para aqueles que não resistem a umas comprinhas, atravesse a ponte da amizade e vá até o Paraguai. Mas, atenção, informe-se a respeito das regras para compras no exterior e tome muito cuidado com mercadorias falsificadas ou de qualidade duvidosa.



E não é só isso, Foz tem muitas opções de hospedagem, do hostel ao resort, noite agitada e boa gastronomia. Vale a pena descobrir. Para saber mais, visite o site oficial de turismo da cidade.
Fica dica! Boas viagens!


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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Dica de leitura / filme: Pé na estrada

        
        

       
        Pé na estrada (On the Road) é um dos livros mais conhecidos do escritor Jack Kerouac, no qual conta uma série de viagens pelos EEUU que fez com um amigo, experimentando tanto a liberdade de viver quanto a de escrever, pois conta os episódios tais quais ocorreram.
        Depois de sua publicação, em 1957, esse livro influenciaria toda a geração hippie e continua fazendo muito sucesso entre as pessoas de espírito livre e amantes da liberdade. Fez do autor um grande expoente da chamada geração beatnik, ou seja, uma grande influência para a juventude dos anos 60, que colocava a mochila nas costas e botava o pé na estrada.
     Na década de 90, o diretor e produtor Francis Ford Coppola ensaiou um projeto para um filme, que acabou se concretizando em 2012, levado às telas pelo diretor brasileiro Walter Salles. Mais de meio século depois do lançamento do livro, os leitores puderam conhecer a versão para o cinema do grito libertário de Jack Kerouac.


       O Mochiloteapia recomenda ambos, o livro e o filme. Confira o trailer!


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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

2 dias em São Paulo para quem ama turismo cultural


São Paulo é um ícone, uma daquelas cidades em que uma vida não seria suficiente para se visitar tudo o que é oferecido ao viajante.
Neste ano, no entanto, me vi com dois dias livres e toda a cidade a minha frente.  O que fazer? Antes de estressar, organizei um roteirinho para melhor aproveitar as míseras horinhas de folga na metrópole.
Cheguei de manhãzinha, deixei as malas no hotel e fui para o centro, lá visitei a Catedralda Sé, o Patteo do Collegio e fui caminhando até o bairro da Liberdade. Caminhar pelo bairro oriental é algo maravilhoso, a cada passo encontra-se lojinhas e mercados inusitados, boas opções de comprar e a melhor comida oriental que se pode ter no Brasil.
Após o almoço e café tomado, a tarde foi dedicado ao MASP – Museu de arte de São Paulo, um dos maiores da América Latina. Lá podem ser vistas obras de artistas renomados como Picasso, Rodin, Renoir, etc.
Caminhar por um museu cansa também e, depois dessa atividade, fui fazer um happy hour antes de dormir, ninguém é de ferro!
No dia seguinte, encerrei a conta, deixei minha mochila no hotel e saí, meu voo só seria à noite.  Pela manhã fui visitar o Mosteiro de São Bento, dei uma olhadinha no comércio popular da rua 25 de março e segui direto ao Mercado Municipal de São Paulo – o “mercadão”, lá comprei temperos, conservas, frutas desidratadas, queijos e almocei o melhor pastel de bacalhau do mundo, sem exagero!
A tarde, apesar da preguiça, ainda deu para visitar a Pinacoteca do Estado e o Museu daLíngua Portuguesa, convenientemente instalados, um a frente do outro, nas proximidades da Estação da Luz, prédio que vale também uma olhadinha.
É claro que 2 dias são ínfimos perto da infinidade de coisas para ver e fazer em São Paulo. No entanto, creio que aproveitei bem essas 48 horas, corridas e maravilhosas.
Creio que todos devem ir a São Paulo, pelo menos uma vez, é uma cidade grande, frenética, às vezes, assustadora. Pretendo voltar para dar outra explorada assim que puder. Recomendo demais!
Além disso tudo, vale ressaltar que, em São Paulo, a grande maioria dos atrativos pode ser visitada usando o transporte público. Nesse meu passeio “relâmpago”, usei ônibus para ir ao aeroporto e, exclusivamente, o metrô para explorar a cidade. Fica a dica!


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Visitar ou revisitar? Eis a questão!



Revisitar lugares conhecidos ou sempre procurar destinos novos? Eis a questão!
Quando entrei na adolescência, a ideia de pegar uma mochila e ganhar o mundo começou a me fascinar. No entanto, só pude colocá-la em prática pela primeira vez aos 20 anos. Nessa época, tinha em mente visitar cada lugar apenas uma vez, pois “o mundo era muito grande para ficar repetindo os destinos”.
Com o tempo, minha mente começou a mudar. Não que a vontade de conhecer lugares novos ficou mais fraca, mas começou a brotar em mim uma espécie de nostalgia dos lugares que me pareceram incríveis, nos quais vivi momentos mágicos. Um desejo de rever alguns lugares que só me trouxeram boas lembranças.
20 anos se passaram e, hoje, posso dizer que, no meu “currículo” há de tudo um pouco: lugares que fui uma só vez, que voltei outra vez, que não tenho vontade de voltar, lugares que ainda sonho em conhecer e aqueles nos quais voltei (e volto) muitas vezes. A respeito desses últimos, costumo dizer que são mais fortes do que eu.
Creio que esse dilema se passa na cabeça de muitos viajantes. O conselho que dou é:  tente administrar isso. Sempre que possível, combine em seus roteiros lugares novos e já vistos. Tenha em mente que viajar é sempre bom, independente se o destino é inédito ou não. Os destinos mudam e sempre há uma surpresa em cada viagem.



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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Sim, tenho medo de avião!


Quem me conhece pessoalmente ou segue minha página sabe que minha grande paixão é viajar, conhecer lugares e culturas diferentes.  O que muitos não sabem é que sofro de aerodromofobia, o famoso medo de avião.
Antes de viajar, tenho pesadelos, falsas premonições, não como nem durmo direito. Evito falar no assunto e fico nervosa e ansiosa.
Mais que isso, já entrei chorando em avião várias vezes e, sempre que está chovendo, tento inventar mil desculpas para adiar a viagem ou simplesmente não viajar.
O outro lado dessa história é que isso não me impediu de conhecer cerca de 30 países, fazer vários mochilões pela Europa e América Latina, além de cruzar um cem número de vezes o Brasil.
Uma dica: se você tem medo, logo que entrar no avião, informe a tripulação disso. Eles sempre me dão apoio e me acalmam. Devo muito a esses profissionais, creio que, sem esse apoio, não voaria e perderia as melhores experiências da minha vida. Como a foto abaixo, tirada num voo sobre os Alpes.


Outra dica é: seja racional! Procure as estatísticas e veja quão raras são as emergências. Pense que é quase como acertar na loteria, então comece a jogar para custear seus sonhos.

Para mim, cada voo é uma vitória e pretendo contar muitas no futuro. Afinal, é o que diz o ditado: “vá, e se der medo, vá com medo mesmo!” Boas, e muitas, viagens!!!

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